Baixar o preço é a primeira sugestão e quase sempre a última que deveria ser tentada. Antes dela existem três coisas mais baratas de corrigir.
Primeiro: as fotos
Se o anúncio tem visualização baixa, o problema é a miniatura. Foto escura, tirada na vertical, com móvel na frente da janela — nada disso aparece no relatório, mas é o que decide o clique. Refotografar custa uma manhã.
Segundo: o texto
Se tem visualização e não tem contato, o problema está entre a foto e o botão. Descrição genérica, informação faltando, valor de condomínio escondido: a pessoa clica, não encontra o que precisa e sai.
Terceiro: a faixa de busca
Um imóvel de 305 mil não aparece para quem filtra até 300 mil. Às vezes o ajuste que destrava não é desconto — é entrar na faixa em que as pessoas realmente procuram.
Sessenta dias sem visita e sessenta dias com dez visitas são dois problemas diferentes. O primeiro é anúncio; o segundo é preço.
Só então, o preço
Com fotos boas, texto completo e faixa correta, se ainda assim não há proposta, o mercado está dizendo algo. Aí a conversa de revisão acontece com dados — e é muito mais fácil de sustentar do que um palpite no sexagésimo dia.
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